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MELHORES FILMES: 2010



(1) Mary & Max. Pelas cenas em que Mary engarrafou suas lágrimas, contou que sofria bullying e que olha para o teto no apartamento de Max.



(2) Onde Vivem os Monstros. Toque profundo na criança dentro de mim.



(3) Deixa Ela Entrar. Solidão angustiante. Dores do crescimento. Alma Gêmea.



(4) Vincere. O mito X O homem. A imagem X A realidade.



(5) A Fita Branca. Ácido. Cru. Chocante. E verdadeiro.



(6) O Escritor Fantasma. A curiosidade que mata.



(7) Abraços Partidos. Almodóvar cita Almodóvar.



(8) Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo. Uma viagem. Literalmente. Mais: um tratado sobre a solidão. Se perder. Se reencontrar.



(9) Mother. Um dos melhores "McGuffins". Quando você pensa que sabe... bazinga!



(10) Aconteceu em Woodstock. I'm what I am. I'm my own special creation.



(11) A Rede Social. Mark Zukerberg, herói ou vilão? Canalha rancoroso ou gênio incompreendido? Você decide.



(12) O Segredo dos Seus Olhos. Antes tarde do que nunca.



(13) Minhas Mães e Meu Pai. Não, não é sobre um casal de lésbicas. É sobre relacionamentos. De todos os gêneros.



(14) Alice no País das Maravilhas. Alice não quer ser o que todos esperam que ela seja. Como não se identificar com alguém que, literalmente, mata um dragão para se libertar das convenções sociais?



(15) A Estrada. Um pai, um filho e a terra devastada.


+ 7 (não poderia deixar de citá-los): (500) Dias com Ela | A Caixa | Invictus | O Fantástico Sr. Raposo | Toy Story 3 | Um Homem Sério | Vício Frenético.

MELHORES FILMES: 2009

Dos filmes abaixo, sabia quem seria o primeiro já em fevereiro. Por um momento, ele chegou a brigar com o 4º colocado, que acabou sucumbindo frente ao 2º, devastador, e ao 3º, inquietante.


A primeira sessão do filme foi apenas mediana. Não gosto de musicais e não me senti tocado pelo filme. Porém, foi através do contato com a trilha sonora que fui obrigado a mudar de opinião e dar uma segunda chance ao filme. Desse modo, a segunda sessão de As Canções de Amor foi a melhor do ano que passou. Até hoje não me canso de cantarolar suas canções, principalmente o ponto alto do filme, o embate entre les amours qui durent e les amours passagères, e o mais dramático, Au Parc. “Tout y sera, tout y sera... Apart toi”. Close em Chiara Mastroianni para "et puis... rien".

Leonard teve um colapso nervoso por amor e, aos 28 anos, teve que voltar a morar com os pais. Sem vontade de viver, conhece Michelle, igualmente “fudida na vida”, mas seus pais preferem que ele fique com Sandra, uma das únicas pessoas centradas do filme. Então? Qual a melhor escolha? Se nem mesmo Leonard sabe, você acha que Amantes lhe entregaria a resposta de bandeja?

A primeira vez que eu vi esses filhotes de exu em Entre os Muros da Escola, minha vontade foi trucidá-los. Esse desejo assassino persistiu até a última cena onde todos estão juntos e só foi quebrado na penúltima sequência do filme, quando a aluna diz ao professor que não aprendeu nada durante o ano inteiro. Ela diz que não quer fazer uma escola técnica. Entretanto, o sistema está se lixando para ela. Para encerrar, o silêncio, o pós-gozo, só para preparar o terreno para os novos personagens, que terão os mesmos problemas, no próximo ano escolar.

O filme todo tem um “clima” de réquiem. Um réquiem para 99% da filmografia de Clint Eastwood. Ele encarna mais uma vez um durão. Porém, um durão de uma América que não existe mais. Um durão que não se conforma com o rumo que as coisas tomaram, mas que, mesmo debaixo de todo aquele azedume, possui um bom coração. Um coração que, mesmo sem querer, acaba mudando a vida de um rapaz que ele despreza e que, conscientemente, é capaz do maior de todos os sacrifícios por ele. Isto é Gran Torino.

A sessão de Bastados Inglórios foi estranha. Foi a mesma sensação que senti ao ver Planeta Terror. Algo do tipo não acreditar que eu estava no cinema vendo aquele filme. E que filme. Só ficou em 5º porque os quatro primeiros são verdadeiros arrasa-quarteirões. Além do mais, traz como legado o personagem de Christoph Waltz e as sequências do diálogo dele na fazenda e do cinema em chamas.

Toda família guarda os seus segredos e, principalmente, suas mágoas, bem escondidos, esperando aquele momento específico para a merda ser jogada no ventilador. Nesse contexto, só mesmo a relação entre irmãos, no caso, duas irmãs, que se amam e se odeiam na mesma intensidade. Mas é um filme sobre um casamento, O Casamento de Rachel, e nada melhor do que uma festa que parece não ter fim para lavar a alma daquela família, para que anos e mais anos de mágoa acumulada possam ir para o ralo.

O cinema pode ter ganhado um Homem-Aranha 2, mas o cinema de gênero perdeu Sam Raimi. Entre HA3 e o futuro HA4 ele resolveu brincar com o irmão e apareceu com Arraste-me Para o Inferno. Tudo é tão perfeitamente arquitetado que falar alguma coisa estragaria. Eu saí da sessão com muita raiva dele por aquele final. Depois, percebi que aquela filhadaputice foi de caso pensado. Grande Sam Raimi!

Neil Gaiman é um gênio. Não bastasse criar todo o universo de Sandman, ele ainda se aventura em outras paisagens e nos traz algo como Coraline e o Mundo Secreto. Infelizmente, ele apenas escreveu o livro e o roteirista não tem o mesmo talento, pois em alguns momentos, o filme chega a ser efadonho. No entanto, vê-lo em 3D foi uma das melhores experiências visuais que eu já tive.

Para nós, que temos acesso à internet e a uma rede de proteção social relativamente estruturada, fica difícil de entender o drama pelo qual os dois personagens principais de O Lutador passam. É a luta diária pela sobrevivência sem saber como será o dia de amanhã. Seja detonando o corpo com substâncias para lá de duvidosas, seja expondo-o como um pedaço de carne, difícil deixar de sentir pena pelos dois.

Sou um trekker moderado. Do tipo que assistiu a todos os filmes e a quase todas as séries de TV (só faltam Deep Space 9 e Enterprise). O novo visual é fantástico, a "química" entre a nova tripulação funciona e o lance da "realidade alternativa" é genial. Infelizmente, não pude deixar de fazer um paralelo entre Star Trek e Felicity. Muita água com açúcar em cenas fúteis e desnecessárias. Isso sem falar naqueles reflexos de luz idiotas na ponte de comando.

Velhos temas numa nova roupagem. E por que não dizer numa roupagem surreal e inusitada? O fato de Distrito 9 se passar na África do Sul é a menor de todas as suas inovações. A forma cru e brutal com que a história é contada, a melhor delas.

De forma geral, Avatar não deixa de ser um presente ordinário embrulhado num papel de luxo. Apesar do roteiro pífio, tocou num ponto caro para mim: o meio ambiente. Todos nós, terráqueos, somos apenas parte do todo, mas o ator principal continua se julgando acima do bem e do mal. Ate quando?

Milk é um filme panfletário e incendiário. Daqueles que te faz tirar a bunda da cadeira para tentar fazer alguma coisa. O mais triste é constatar que, 30 anos depois, quase nada mudou na mentalidade da “sociedade civilizada” a respeito dos homossexuais.

A cena do desastre aéreo de Presságio é espetacular, assim como o acidente no metrô. Porém, o que mais me marcou no filme não foram essas duas sequências e sim o final. Coerente e diferente do que se poderia imaginar.

Os Fantasmas de Scrooge é mais uma das inúmeras adaptações do livro de Charles Dickens. Porém, creio que foi a primeira vez que Ebenezer Scrooge foi retratado em sua real avareza, da mesma forma que a história, extremamente fiel ao livro. Tenho carinho especial por essa história, pois Um Conto de Natal, assim como Grandes Expectativas, está entre os melhores livros que já li.

+

Em relação às decepções, a maior de todas foi Danny Boyle, outrora membro cativo de minhas listas. Quem quer ser Milionário? não é um filme ruim, mas é infinitamente inferior ao que quase todos falam por aí. 2012, não foi bem uma decepção, apenas cumpriu o que prometeu: muito barulho por nada; assim como G.I.Joe, que valeu pela nostalgia e pela “destruição” de Paris (mas bem que poderiam ter escrito roteiros menos tronchos, né?). Michael Bay foi coerente em seu esquizofrênico Transformes 2 e Bruce Willis fez mais uma porcaria: Os Substitutos. Deveriam ter substituído o imbecil que escreveu aquele roteiro óbvio e redundante. A premissa era muito boa, mas na mão de gente medíocre só poderia dar no que deu. Falando em mediocridade, o que dizer de algo escrito por Fernanda Young? O que salvava a série Os Normais sempre foi Fernanda Torres. Em Os Normais 2, ela desligou seu talento e fez o filme em piloto automático. Para finalizar, não poderia deixar de comentar sobre Lua Nova. Crepúsculo era divertido e tals com seu estilo camp de vampiros purpurinados, mas a seqüência só pode ser louvada por gente que já sofreu lobotomia através da série de livros. Êita filminho ruim.

MELHORES FILMES: 2008


(1) Wall.e: para que diálogos se o que fica são as imagens?


(2) A Espiã: pecados de guerra



(3) Paranoid Park: culpa



(4) Sangue Negro: a brutalidade



(5) Senhores do Crime: violência nua e crua



(6) O Nevoeiro: um microcosmo que reproduz as piores perversões do ser humano



(7) Homem de Ferro: a gênese do herói acidental



(8) Sweeney Todd: o poder da vingança



(9) Ensaio sobre a Cegueira: numa terra de cegos, enxergar pode ser uma maldição



(10) A Encarnação do Demônio: As imagens não morrem



(11) O Escafandro e a Borboleta: Provas, espiações e superação.



(12) Não Estou Lá: Bob Dylan em 6 tempos.



(13) Cloverfield: Um filme de monstro... sem monstro, pois o pior medo é aquele do que você não vê.



(14) Efeito Dominó: Filmão competente sobre um assalta a banco



(15) Coisas que Perdemos pelo Caminho: melodrama sem medo de ser feliz

MELHORES FILMES: 2007

Infelizmente, três filmes que seguramente estariam nessa lista foram vistos em tela pequena e, para manter o padrão (eu e minhas obsessões...), são listados separadamente. São eles: Maria (Abel Ferrara), que disputaria tranqüilamente a liderança, All Over the Guy (Julie Davis), que me tocou como poucos, e Shortbus (John Cameron Mitchel), outro canhão que abalou minhas estruturas.

Mas agora, vamos aos melhores em widescreen no ano de 2007.



Para quem sabe o que significa o não pertencer, a impaciência e a falta de perspectiva de futuro num lugar, sabe porque O Céu de Suely foi o filme que mais me marcou em 2007. Talvez ele não me marcasse tanto hoje, já que me sinto como pertecente ao lugar onde moro, mas na época, o tapa na cara foi "fuderoso".



Se até hoje eu fico embascadado quando me lembro da sessão que tive de Blade Runner em 1993, acredito que não será diferente com o lirismo, as imagens e a trilha sonora que absorvi na sessão que tive em 2007 com Sunshine. É um filme cheio de clichês? Sim, mas foda-se. Seu visual é indecentemente lindo.



Como eu cheguei atrasado, não vi a cena inicial, mas mesmo assim, pude constatar o quanto os humanos podem ser cruéis após ver O Labirinto do Fauno. Um filme de 2006, mas que eu felizmente pude conferir em 2007 depois de ficar apenas 2 semanas em cartaz no circuito multiplex.



Sofia Coppola conseguiu. Fez outro puta filme depois de Lost in Translation. Claro que estou falando de Maria Antonieta, sua festa de aniversário sob a batuta de New Order, o baile de máscaras com Siouxie and the Banshees e, last but not least, Marianne Faithfull rainha Maria Teresa.



O que fazer quando um monstrengo ataca repentinamente um belo dia de pic-nic às margens do principal rio de Seul fazendo o maior estrago? Babar por um filmaço que é O Hospedeiro. Tem também a "lição de moral": uma família "desajustada", mas que se une pelo objetivo comum que é o de salvar o integrante mais novo.



Apesar de um pouco irregular, o início é avassalador já no logo da Dimension, passano pelo R.I.P pegando fogo e terminando com a cena de Cherry Darling dançando. O vôo da mulher-metralhadora e a galeria de personagens bizarros à la Fellini também fizeram valer o ingresso para Planeta Terror.



Um triller de ação que me deixou respirar apenas nos créditos finais. Estou falando de O Ultimato Bourne, a tensão na cena da estação de trem em Londres e a adrenalina no último com as perseguições nos telhados de Marrocos e nas ruas de Nova York.



Pensar em larga tudo por alguém. Ter uma das maiores decepções de sua vida. Enlouquecer. Se reinventar. Perspectivas de um futuro melhor. Belíssimas paisagens da terra do Conde Drácula. Isto é Transylvania.



Um filme-teatro. Um horror que cresce com o desenrolar da trama até o final sufocante. Possuídos é assim.



Poderia resumí-lo numa única palavra: McLovin. Porém, Superbad é mais do que isso, é um filme escrachado que consegue se manter longe do besterol gratuito. Digamos que é um American Pie com atitude (uma atitude longe do tipo MTV de ser, diga-se de passagem).



E depois dos 10+:



O Homem Duplo, porque serve de exemplo para aqueles que "apenas querem se divertir", mas que podem embarcar numa viagem sem volta. 


A Viagem a Darjeeling, pelos seus personagens excêntricos, e por isso mesmo, cativantes.



Tropa de Elite, porque aqui também se faz um bom filme de ação que passa uma mensagem forte (e não estou falando da polícia fazer justiça com a próprias mãos).



Os 12 Trabalhos, porque depois de cometer um delito, você precisa provar a cada momento que pode ser de confiança.



Hairspray, porque eu me diverti pacas e saí alegre da sala de cinema como poucas vezes.
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